O Orkut realmente foi deixado de lado?

Como relembrar é viver vamos falar um pouco de uma mídia que muitos tentam “matar”, mas ela resiste com o pouco de força que resta a ela. Ultimamente a galera do Google está na corrida para resgatar os usuários que utilizavam o Orkut, mas hoje tem vergonha em dizer que a conta ainda está ativa! Bom, no último evento do Google Engage o palestrante Julien Condamines apresentou um dado que chamou a minha atenção e no final deixou a dúvida...o acesso a mídia teve uma queda brusca, mas não o suficiente para o Google tirar o serviço do ar. Por quê?

Na palestra Condamines informou além dos benefícios de ter uma conta no G+, que ao meu ver só tem um ponto positivo no foco de otimização das campanhas de Adwords, ele informou que a mídia teve mais usuários em seu primeiro ano comparado ao Facebook! Neste momento eu pensei: “...mas como isso é possível?”

 A conclusão surgiu lendo alguns artigos sobre como as pessoas caiam nas garras do G+ e observando as táticas do “poderoso” podemos perceber que quando criamos uma nova conta no Gmail automaticamente você “ganha” o G+ e as pessoas que ainda “acessam” o Orkut são convidadas a utilizar um novo “layout” para continuar conectado a sua rede de amigos. No final das contas uma pessoa pode ter vários acessos para uma única mídia. Sem contar a utilização do login que acessa o Orkut!


Depois disso eu entendi quando o Condamines calou-se no momento em que foi questionado sobre a quantidade de usuários ativos...

Geração C!? Quem é essa galera que chamou a atenção do gigante Google!

Em matéria para o M&M a vice-presidente de marketing global do Youtube falou sobre a nova geração que ultimamente tem chamado a atenção da galera do Google.

Confira!



Meio & Mensagem Especial - O Youtube fala agora da geração C. Quem é este usuário?

Danielle Tiedt – É uma nova geração de pessoas que cresceram com a internet, com o poder da escolha e da interação. Essa audiência é extremamente importante por duas razoe. Primeiro, a Geração C é enorme e só fará crescer daqui para frente. Em apenas sete anos, responderá por 40%da população nos principais países, como o Brasil. Até lá, será o maior grupo de consumidores do mundo. Em segundo lugar, são eles que ditam as tendências. Essa geração não vive em uma era na qual as marcas dizem o que é legal – eles definem o que é legal. São eles que dizem o que é popular em termos de conteúdo e cultura hoje. Estão sempre conectados, sempre criando e fazendo curadoria de conteúdo, e sempre influenciando e compartilhando com a sua comunidade. É uma geração ansiosa por engajar e colaborar em ambientes sem mediação, nos quais autenticidade, talento e paixão são a moeda de troca.

M&M – Como é o comportamento deste público no Youtube?

Daniella – Alguns conceitos são os que melhor definem o comportamento da Geração C no Youtube. A começar pela criação: a Geração C é profundamente envolvida com vídeos online, dedicam tempo assistindo, criando e engajando com vídeos criados no Youtube. Anunciantes são capazes de encontrar essa audiência influenciadora na plataforma e podem se juntar a esse ambiente de participação criado por eles. A Geração C ajuda a espalhar memes colaborando com a sua criação (como por exemplo Halem Shake e Call me maybe) e as marcas uniram-se a eles também. Outro conceito é o de comunidade: essa geração ganha credibilidade com o seu círculo de amizades dividindo opiniões, idéias e comentários. A Geração C se desenvolve em comunidade, trocando vídeos com os amigos por e-mail ou redes sociais, nas quais ganham pontos por serem os primeiros a compartilhar um vídeo popular ou trendy. São especialistas em curadoria e estão preocupados em encontrar conteúdo relevante, usando assinaturas de canais para ajudá-los a administrar seu conteúdo de interesse e preferencial. Diversos criadores são também curadores, encontrando e apresentando online seus vídeos favoritos e faz. Tem ainda a questão da conexão: eles transitam em plataformas ou aparelhos 24h por dia. Acessam o Youtube de todos os lugares e em qualquer horário do dia, e 91% dormem ao lado de seus telefones celulares.

M&M – Quais os desafios que este público apresenta?

Daniella - Queremos que a geração C pense no Youtube como um lugar para onde querem ir todos os dias. Queremos que eles encontrem a próxima leva de canis onde possam explorar suas paixões, encontrar sua tribo e se engajar com criadores de conteúdo. No último ano, passamos muito tempo formando as bases para criação desse novo formato de canais, de maneira que os usuários fossem capazes de encontrar facilmente seu conteúdo favorito, criando um vínculo com os canais em vez de vídeos específicos. Fizemos um enorme progresso em todas as frentes – desde gerar melhor experiência aos usuários e plataforma para criadores até unificar essa experiência em todos os dispositivos. E já está dando retorno. Redesenhar o sinal em torno de canais e olhar para a Geração C nos levou a dar um salto em engajamento, com usuários assistindo 50% mais vídeos do que no ano passado, totalizando seis bilhões de horas assistidas no Youtube por mês – quase uma hora por mês para cada pessoa no planeta.

M&M – Que mudanças devem ser feitas para melhor atender aos anseios deste publico?

Daniella – As marcas tem uma oportunidade única de explorar essa comunidade no Youtube. A chave para o sucesso é que os publicitários pensem como criadores de conteúdo, e não como anunciantes. Para começar, é necessário tirar da cabeça o formato tradicional de 30 segundos e fazer algo que a Geração C irá gostar e compartilhar. Um ótimo exemplo foi a pegadinha que a Pepsi publicou há dois meses, na qual o piloto Jeff Gordon, da Nascar, levou um vendedor de carros desavisado para o test-drive da sua vida, assustando-o como qualquer um ficaria como passageiro de um piloto de corrida. Esse vídeo fez tanto sucesso que foi visto 30 milhões de vezes em apenas algumas semanas. Qual foi o segredo da Pepsi? Eles pensaram em produzir um conteúdo bacana que essa nova geração amaria. Os usuários não pensaram no vídeo como um , só acharam um ótimo conteúdo. Esse anúncio tinha quatro minutos, algo que alguém jamais pensaria para a TV. Outro exemplo mais recente foi a Dove, com os esquetes “Real Beleza”. Em apenas duas semanas, já tinha mais de 54 milhões de visualizações.

M&M – Quais as estratégias de mídia off-line do Youtube – o Google, por exemplo, é um dos anunciantes do intervalo do Superbowl na TV norte-americana. Há exemplos em outros países?

Danielle – Uma semana de comédia promovida nos Estados Unidos e no Reino Unido é um ótimo exemplo – recentemente, veiculamos anúncios em TV durante os playoffs da NBA e em outras atrações de televisão que a Geração C adora. Também veiculamos em cinema e em mídia out-of-home, como painéis e pôsteres. Queremos atingir e engajar a Geração C, onde quer que ela esteja.


Fonte: Meio & Mensagem