A Cauda Longa é o livro do autor Chris Anderson, Editor-chefe da revista americana Wired, que fala sobre as transformações que a internet trouxe aos negócios e a economia.
Ele fala sobre a transição do mercado de massa para o mercado de nicho, em um mundo aonde cada vez mais a escassez do espaço na prateleira vem diminuindo com as “prateleiras virtuais”.
O livro disserta com abundância sobre essas “prateleiras virtuais”, a facilidade ao acesso das ferramentas de produção de conteúdo, mais especificamente para o mercado de entretenimento, e as novas tecnologias como um todo, que vem mudando a sociedade e as formas de se fazer negócios.
Esse nome “Cauda Longa” se deriva do formato que as estatísticas de vendas, analisadas por Chris Anderson, estavam tomando no gráfico, veja abaixo um exemplo:
Tempos antigos
Antigamente nós sofríamos com a escassez de espaço nas prateleiras das lojas em geral, então, só ia para a prateleira aquilo que fosse certo, ou pelo menos quase certo, de ser um sucesso em vendas, ou seja, uma economia baseada em Hits (grandes sucessos).
Por mais que uma loja de “tijolo e argamassa” (referência às lojas físicas no livro) fosse grande elas estariam limitadas ao espaço físico, portanto não se poderia oferecer tudo, mas somente aquilo que fosse vender. Sendo que isso muda com o advento das tecnologias digitais, principalmente a internet.
Tempos modernos
Nos dias de hoje as lojas de “tijolo e argamassa” ainda estão condicionadas as leis da física, mas elas podem expandir seus negócios para o mundo digital onde a escassez da prateleira "não existe", pois todos os produtos ocupam espaços em bits. Com essa nova forma de se fazer negócios começou a se ver a ascensão dos mercados de nichos, onde no passado não teriam espaço nas lojas físicas e agora encontram espaço suficiente nas lojas virtuais.
Notou-se então, que os produtos de nicho apesar de não venderem tanto quanto os Hits, unificando a oferta dos mesmos geram a representatividade, em números de venda, de um mercado tão interessante quanto o mercado de Hits.
Para exemplificar, Anderson citou o case da Netflix!
Netflix é uma locadora online, onde você pode alugar filmes, séries, desenhos e outros para ver em sua casa, tudo pela a internet, sem precisar sair de casa (Bom, pelo menos na teoria é isso!). A empresa detêm vários filmes e séries de sucesso, que com certeza rendem muito dinheiro, mas a soma do lucro de todos os grandes sucessos é tão boa quanto à soma do lucro de todos os vídeos que não são grandes sucessos.
Quando você não tem um limite para oferecer produtos resultando a oferta de uma infinidade deles, acaba que o cliente está aberto a consumir os demais produtos que necessariamente não são grandes sucessos. Sem contar que a opinião expressada no filtro “quem comprou esse produto comprou também” faz com que aguce o interesse do consumidor.
Dessa forma as pessoas migram dos produtos de Hit para os produtos de nicho que apesar de venderem pouco, junto a outros produtos de nicho, mostra como o mercado é altamente lucrativo já que mantê-los nas “prateleiras virtuais” não é necessário um grande investimento inicial.
Fonte: Marketing Digital Dicas

